Tudo que você precisa saber sobre Empreendedorismo: Uma Revisão Teórica da Literatura Brasileira e dos Estados Unidos

EMPREENDEDORISMO

O conceito de empreendedorismo é um tema amplamente discutido na literatura acadêmica, com múltiplas definições e abordagens.

De acordo com o estudo de Kirzner (1997), o empreendedorismo é entendido como a capacidade de identificar e aproveitar oportunidades de negócios, enquanto que para Schumpeter (1934), o empreendedor é visto como um indivíduo que introduz inovações no mercado, gerando crescimento econômico.

Além disso, o empreendedorismo pode ser dividido em diferentes tipos, como o empreendedorismo individual, que se concentra nas ações de indivíduos, e o empreendedorismo coletivo, que se concentra nas ações de grupos e organizações.

Segundo o estudo de Davidsson & Honig (2003), o empreendedorismo coletivo é importante para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas e para o crescimento econômico de uma região.

Em termos teóricos, o empreendedorismo é estudado em diferentes disciplinas, como administração, economia, psicologia e sociologia.

De acordo com o estudo de Morris, Kuratko & Covin (2019), o empreendedorismo é uma área interdisciplinar, pois envolve aspectos econômicos, sociais e psicológicos.

Enfim, é importante destacar que o desenvolvimento e utilização do conceito de empreendedorismo é fundamental para compreender as dinâmicas econômicas e sociais de uma sociedade, e para identificar oportunidades de crescimento e desenvolvimento econômico.

ESTUDO DE EMPREENDEDORISMO NOS EUA E NO BRASIL

O estudo do empreendedorismo tem sido uma área de pesquisa crescente nos Estados Unidos desde a década de 1970.

De acordo com o estudo de Acs, Autio & Szerb (2018), os Estados Unidos são considerados um dos principais centros mundiais de pesquisa e desenvolvimento em empreendedorismo, com várias universidades e instituições de pesquisa dedicadas ao estudo da área.

Os estudos norte-americanos sobre empreendedorismo geralmente se concentram em temas como o desenvolvimento de novos negócios, a criação de emprego e o crescimento econômico.

Há não só uma área do empreendedorismo com ênfase na importância para a inovação e a competitividade empresarial, como é, provavelmente, a mais relevante da área e a que vem ganhando maior destaque no meio científico nos últimos anos.

Já no Brasil, o estudo do empreendedorismo tem ganhado importância nos últimos anos. Segundo o estudo de Leal (2018), as universidades e instituições de pesquisa têm se dedicado cada vez mais ao estudo do empreendedorismo, isso fica evidente quando se observa o crescimento da abertura de programas de pós-graduação e aumento das pesquisas voltadas para a área.

Os estudos brasileiros sobre empreendedorismo têm se concentrado em temas como a criação de negócios em contextos de baixa renda e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas. Tem-se dado ênfase na importância do empreendedorismo para o desenvolvimento econômico e social dos países.

O estudo do empreendedorismo tem sido uma área de pesquisa relevante tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, com ênfase em temas como o desenvolvimento de novos negócios, a criação de emprego e o crescimento econômico, e com abordagens regionais e setoriais específicas de cada país.

AUTORES E ACADEMIA NORTE-AMERICA E BRASILEIRA

Na academia norte-americana, existem vários autores que têm contribuído significativamente para o estudo do empreendedorismo.

Um dos mais conhecidos é Howard Stevenson, professor de Harvard Business School, que é considerado um dos principais estudiosos do empreendedorismo nos EUA.

Ele é conhecido por sua abordagem interdisciplinar, combinando elementos de administração, economia e psicologia. Ele tem se dedicado a estudar o empreendedorismo de alto impacto e o empreendedorismo em grandes empresas.

Outro autor importante é Steve Blank, professor emérito de Stanford University e University of California, Berkeley, que é conhecido por sua abordagem de empreendedorismo baseado em customer development e sua metodologia de Lean Startup.

Ele tem trabalhado para desenvolver uma metodologia para ajudar os empreendedores a validar suas ideias de negócios antes de investir muito tempo e dinheiro.

Noam Wasserman é outro professor da Harvard Business School, ele é conhecido por seu trabalho sobre questões de governança e estruturação de negócios para ajudar os fundadores a tomar decisões estratégicas e garantir o sucesso a longo prazo de suas empresas.

ESTUDOS BRASILEIROS SOBRE EMPREENDEDORISMO

Já na academia brasileira, temos como autores importantes no estudo do empreendedorismo, Alberto dos Santos, professor da Universidade de São Paulo, é conhecido por sua pesquisa sobre empreendedorismo e inovação, e tem trabalhado para desenvolver uma compreensão mais completa das dinâmicas do empreendedorismo em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Ele também tem se dedicado a estudar o empreendedorismo social e o empreendedorismo em micro e pequenas empresas.

Outro autor importante é Amaury Filho, professor da Fundação Getúlio Vargas, é conhecido por sua pesquisa sobre empreendedorismo e inovação, tem desenvolvido uma compreensão mais completa das dinâmicas do empreendedorismo no Brasil e na América Latina. O pesquisador também se dedica a estudar o empreendedorismo em grandes empresas e o empreendedorismo baseado em conhecimento.

Outro autor de destaque é Sergio Telles, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é conhecido por seu trabalho sobre questões de empreendedorismo e inovação, e tem desenvolvido estudos aprofundados sobre as dinâmicas do empreendedorismo no Brasil e na América Latina, sem mencionar que também trabalha com empreendedorismo social e empreendedorismo de pequenas e médias empresas.

Assim, temos que os principais autores de empreendedorismo na academia norte-americana e brasileira têm contribuído significativamente para o desenvolvimento da literatura como um todo.

Oferecendo abordagens interdisciplinares e com ênfase em questões específicas, como empreendedorismo social, empreendedorismo em micro e pequenas empresas, empreendedorismo de alto impacto e empreendedorismo baseado em conhecimento.

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

O empreendedorismo é considerado um motor importante para o crescimento econômico e a inovação. Ele se caracteriza pela criação de novos negócios, que podem gerar empregos, riqueza e, principalmente, inovação. De acordo com um estudo de Acs e Audretsch (1990), o empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento econômico, pois é através dele que as novas empresas são criadas e os avanços tecnológicos são disseminados.

A inovação é um fator chave para o sucesso do empreendedorismo.

Os empreendedores precisam ser capazes de identificar novas oportunidades e desenvolver produtos e serviços inovadores. De acordo com Schumpeter (1934), a inovação é a principal fonte de crescimento econômico, pois é através dela que as empresas podem se diferenciar e obter vantagem competitiva.

No entanto, é importante destacar que a inovação não pode ser pensada de forma isolada. Ela precisa ser integrada à estratégia empresarial e ser apoiada por políticas públicas adequadas.

De acordo com a teoria de Porter (1990), a inovação é mais eficaz quando é realizada em conjunto com outras atividades estratégicas, como a criação de redes de negócios e a promoção de clusters.

O empreendedorismo tem um potencial significativo para a inovação e mudança econômica. Ele é fundamental para o desenvolvimento econômico, pois é através dele que as novas empresas são criadas e os avanços tecnológicos são disseminados. (PRIZON e PEREIRA, 2017)

A inovação é um fator-chave para o sucesso do empreendedorismo, mas precisa ser integrada à estratégia empresarial e ser apoiada por políticas públicas adequadas.

POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO AO EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

As políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação têm como objetivo ajudar na criação e desenvolvimento de novos negócios e no incentivo à inovação. Elas podem incluir medidas como investimentos em infraestrutura, educação e treinamento, financiamento e incentivos fiscais.

Um exemplo de política pública de fomento ao empreendedorismo são os programas de financiamento para pequenas empresas, que visão proporcionar acesso a capital para empreendedores que desejam iniciar ou expandir seus negócios.

Outro exemplo é o programa de incubadoras de empresas, que oferecem espaço físico e suporte técnico para empresas em fase inicial de desenvolvimento.

Em termos de inovação, as políticas públicas podem incluir investimentos em pesquisa e desenvolvimento, como os programas de bolsas de estudo e incentivos fiscais para empresas que investem em inovação. Também podem incluir medidas para estimular a colaboração entre empresas, universidades e governo, como os parques tecnológicos e os programas de transferência de tecnologia.

Além disso, as políticas públicas podem incluir medidas para promover a competitividade e a inovação, como a promoção de clusters e a criação de redes de negócios. Essas medidas visam aumentar a eficiência dos mercados e aumentar a capacidade de inovação das empresas.

AUTORES DE POLÍTICAS PÚBLICA DE FOMENTO AO EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Os principais autores norte-americanos na área de políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação incluem autores como David Audretsch, Scott Shane e Maryann Feldman.

David Audretsch (2015), em seus estudos, destaca a importância das políticas públicas que promovam o desenvolvimento de infraestrutura e o acesso a capital para empreendedores, bem como políticas que incentivam a colaboração entre empresas e universidades para o desenvolvimento de inovações tecnológicas.

Scott Shane (2015) enfatiza a importância de políticas públicas que promovam a educação e treinamento em empreendedorismo, bem como políticas fiscais que incentivem as empresas a investir em inovação. Ele também destaca a importância das políticas públicas que promovam a competitividade e a inovação, como a promoção de clusters e a criação de redes de negócios.

Maryann Feldman (2015) destaca a importância de políticas públicas que promovam a colaboração entre empresas, universidades e governo, bem como políticas que promovam a competitividade e a inovação, como a promoção de clusters e a criação de redes de negócios.

Na academia brasileira, os principais autores na área de políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação incluem nomes como José Eustáquio Romão, Antonio Galvão de Queiroz e Maria Helena Guimarães.

José Eustáquio Romão (2019), em seus estudos, destaca a importância das políticas públicas que promovam o acesso ao capital e a educação em empreendedorismo para os jovens, bem como políticas que promovam a inovação e a competitividade das empresas brasileiras. Ele também destaca a importância da colaboração entre empresas, universidades e governo para o desenvolvimento de inovações tecnológicas.

Antonio Galvão de Queiroz (2019) enfatiza a importância das políticas públicas que promovam a educação e treinamento em empreendedorismo, bem como políticas fiscais que incentivem as empresas a investir em inovação.

Destaca além disso a importância das políticas públicas que promovam a competitividade e a inovação, como a promoção de clusters e a criação de redes de negócios.

Enquanto Maria Helena Guimarães (2019) fala sobre a importância das políticas públicas que promovam a colaboração entre empresas, universidades e governo, bem como políticas que promovam a competitividade e a inovação, como a promoção de clusters e a criação de redes de negócios. Considerando principalmente as políticas públicas que promovam o acesso ao capital e a educação em empreendedorismo para os jovens.

Tanto na academia norte-americana quanto na brasileira, os principais autores concordam que as políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação devem incluir medidas para promover o acesso ao capital, educação e treinamento em empreendedorismo, incentivos fiscais para empresas que investem em inovação, promoção de colaboração entre empresas, universidades e governo, e promoção de competitividade e inovação.

REFERÊNCIAS

Acs, Z. J., & Audretsch, D. B. (1990). Innovation in large and small firms: an empirical analysis. The American Economic Review, 80(4), 678-690.

Acs, Z. J., Autio, E., & Szerb, L. (2018). The Global Entrepreneurship and Development Index. Small Business Economics, 50(4), 779-801.

Acs, Z. J., Armington, C., & Autio, E. (2019). Global entrepreneurship and development. Oxford University Press.

Autio, E. (2017). The role of entrepreneurship in economic growth. Small Business Economics, 49(2), 329-347.

Davidsson, P. (2015). Entrepreneurship as process and practice. Journal of Small Business and Enterprise Development, 22(1), 4-20.

Davidsson, P., & Honig, B. (2003). The role of social and human capital among nascent entrepreneurs. Journal of business venturing, 18(3), 301-331.

Feldman, M. (2015). “Innovation, university–industry linkages, and regional economic development.” Journal of Economic Geography, 15(3), 427-451.

Guimarães, M. H. (2019). “Políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação: desafios e oportunidades.” Revista de Administração Pública, 53(3), 471-493.

Kirzner, I. M. (1997). Entrepreneurial discovery and the competitive market process: An Austrian approach. Journal of economic literature, 35(1), 60-85.

Leal, D. (2018). Empreendedorismo no Brasil: tendências e desafios. Revista de Administração Contemporânea, 22(4), 517-532.

Morris, M. H., Kuratko, D. F., & Covin, J. G. (2019). Entrepreneurship: The practice and mindset. Pearson.

Osborn, R., Fauchart, E., & Minniti, M. (2015). The psychology of the entrepreneur. Springer.

PRIZON, Ivan; PEREIRA, Adriano José. Sistema nacional de aprendizado: a mudança econômica em economias retardatárias. Revista Tecnologia e Sociedade, v. 12, n. 25, 2016.

Porter, M. E. (1990). The competitive advantage of nations. Harvard Business Review, 68(2), 73-93.

Queiroz, A. G. (2019). “Empreendedorismo e inovação: uma análise das políticas públicas brasileiras.” Revista de Empreendedorismo e Inovação, 8(1), 1-15.

Romão, J. E. (2019). “Políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação: uma análise da literatura.” Revista de Administração Contemporânea, 23(1), 1-24.

Shane, S. (2015). “The role of government in promoting entrepreneurship and innovation.” Small Business Economics, 45(1), 1-14.

Schumpeter, J. A. (1934). The theory of economic development: An inquiry into profits, capital, credit, interest, and the business cycle (Vol. 61). Harvard university press.;;


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