Microsoft se tornou a empresa mais valiosa do mundo em 2024 e a gente te conta o por que: IA impactando na mercado de buscadores Bing ou Google

Os comandos ao ChatGPT frequentemente resultam em respostas baseadas em pesquisas na internet via Bing.

 

O Bing, um buscador da Microsoft, embora não possua o mesmo volume de uso que o Google, que detém uma quota esmagadora no mercado global de motores de busca, tem visto o seu uso aumentar de forma notável.

Observou-se empiricamente, através de métricas e estatísticas disponíveis, que a participação do Bing nas pesquisas totais está aumentando rapidamente, o que desperta o interesse e curiosidade no âmbito da análise de mercado.
 

Diante disso, nosso problema de pesquisa é: até que ponto o aumento da participação de mercado do Bing deve-se às buscas realizadas pelo ChatGPT?

 
 

Esta é uma interrogação que ganha peso considerando que o ChatGPT, operando como uma inteligência artificial avançada, pode estar distorcendo os dados, pois suas buscas possuem características distintas das buscas humanas.

 
Se confirmado, este comportamento implicaria uma série de reconsiderações necessárias na forma como entendemos e implementamos o SEO (Search Engine Optimization), pois o foco deixaria de ser exclusivamente “como as pessoas falam” para incluir também “como as pessoas deveriam falar para obter resultados otimizados”, pelo menos quando se trata de produzir conteúdo que seja facilmente acessível e identificável por IA.
 
A importância dessa questão não se limita apenas à esfera técnica; ela é relevante por diversas outras razões, incluindo a urgente necessidade de redefinir as práticas e estratégias de SEO corporativas e a possibilidade concreta de as IAs começarem a substituir os buscadores tradicionais, algo que parecia distante quando as plataformas de busca online foram concebidas e lançadas.
 

Este fenômeno também tem implicações significativas na atualização e na interpretação de análises de dados relativos ao tráfego na internet.

 

Assim, é necessário ponderar se devemos ou não segmentar os dados advindos de IA dos dados que são resultado direto de interações humanas.

 

Como fontes primárias de pesquisa distintas, a diferenciação entre esses dois tipos de dados poderia afetar profundamente as estratégias de SEO que estão atualmente em vigor.

 

Para ilustrar, vejamos como um humano normalmente realiza pesquisas por dentistas: a) “dentista próximo” b) “melhor dentista em ‘x cidade'”; agora, contrastemos com como uma IA faria essa busca para obter os melhores resultados: c) “especialista em implante dentário em ‘x cidade'” ou d) “implantodontista disponível para consulta etc.”

 

Se a estrutura de conteúdo atual foi organizada para atender ao comportamento de busca do usuário humano padrão, a IA poderia se desviar dessa norma e realizar buscas de natureza menos técnica e mais afinadas com as buscas humanas típicas.

 

 

 

No entanto, é provável que esse modelo “como as pessoas falam” venha a ser gradativamente substituído ou pelo menos complementado por um novo paradigma: “como as pessoas deveriam falar”, uma vez que as buscas não seriam mais feitas pelas pessoas, pois haveria/há o intermédio das IA nesse processo.

 
Afinal, a IA, em sua busca incessante por alcançar os melhores resultados possíveis, tenderá a especificar mais suas consultas e buscar conteúdos precisos, evitando conteúdos genéricos ou mal otimizados que apenas buscam alinhar-se ao modo informal ou coloquial de expressão humana.
 
De fato, é essencial reconhecer que, ao utilizar o GPT para obter informações, ocorre uma mudança significativa na maneira como os usuários interagem com os conteúdos online.
 
O acesso à informação não se dá mais de forma direta, por meio da visita aos websites, mas sim através do filtro proporcionado pelo LLM, o modelo de linguagem natural. Esta mediação introduz um novo elemento na dinâmica da navegação pela internet, alterando a forma como os dados são consumidos e processados.
 
Compreender essa transformação torna-se crucial no desenvolvimento e na otimização de sites, documentos e outros materiais digitais. Tradicionalmente, esses recursos são projetados tendo em mente a usabilidade e a experiência dos usuários humanos. No entanto, na medida em que as inteligências artificiais se tornam cada vez mais presentes, faz-se necessário adaptar esses materiais para que sejam igualmente acessíveis e compreensíveis pelas IA.
 
É importante considerar que estes sistemas de IA, como o GPT, também são leitores de conteúdo, analisando e interpretando as informações disponíveis de maneira a fornecer respostas coerentes e precisas. Portanto, surge a necessidade de otimizar o SEO (Search Engine Optimization) não somente para os mecanismos de busca tradicionais, mas também para garantir a eficiência dessas novas tecnologias de processamento de linguagem natural.
 

 

 

Olhando adiante, é possível especular que em um futuro próximo, assim como aconteceu com a tendência “mobile first” – que destacava a importância de priorizar a experiência de navegação em dispositivos móveis –, poderemos testemunhar uma crescente discussão em torno da estratégia “IA first”.

 
Essa abordagem colocaria as necessidades e a forma de funcionamento das inteligências artificiais no centro do processo de design e otimização de conteúdos online.
 
Tal enfoque poderia revolucionar novamente a maneira como pensamos sobre a presença digital e a interação com os usuários, abrangendo agora não apenas os humanos, mas também as máquinas avançadas que buscam entender e processar a vastidão de informações na web.
 
 
 
Ivan Prizon é diretor na Agência Integrare, professor universitário, consultor e especialista em marketing e negócios digitais.

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