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Barreiras Endógenas e o Paradoxo do Crescimento em Pequenas e Médias Empresas: Evidência Empírica do Setor de Serviços Brasileiro e Paranaense (2007-2021)

Ivan Prizon (Rede Integrare - Agência Integrare)
José Samuel Oliveira da Silva (Rede Integrare - Agência Integrare)
13 de março de 2026
11 min de leitura
110 visualizações
Barreiras à entrada Lock-in institucional Economia de custos de transação Mobilidade empresarial Paradoxo do crescimento

Resumo

Este artigo investiga o paradoxo do crescimento circular enfrentado por empresas de serviços no Brasil, utilizando dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE/IBGE) para o período 2007-2021. A partir do framework da Economia Institucional (Williamson, 1985) e da teoria do crescimento da firma (Penrose, 1959), desenvolvemos o Índice de Barreira Estrutural (IBE) para medir lock-ins endógenos. Os resultados mostram que São Paulo apresenta IBE de 0,496 para grandes empresas — quase metade do potencial de transição é bloqueado por mecanismos de percepção de risco. A análise revela um gap de 17.788 pequenas empresas e 1.430 grandes empresas "faltantes" no Brasil em relação ao crescimento proporcional esperado. Os dados confirmam que barreiras à mobilidade de porte operam como mecanismos auto-reforçantes que perpetuam assimetrias de mercado.

Introdução

A literatura sobre organização industrial identificou a existência de barreiras estruturais que impedem a transição de pequenas para médias e grandes empresas, especialmente em setores intensivos em conhecimento (PENROSE, 1959; CHANDLER, 1990). No setor de serviços brasileiro, esse problema assume uma forma específica: para crescer, empresas de pequeno porte precisam conquistar clientes maiores. Mas esses mesmos clientes percebem fornecedores menores como um risco operacional — independentemente da qualidade técnica que apresentem.

Chamamos esse fenômeno de "paradoxo do crescimento circular". Ele vai além das análises tradicionais de barreiras à entrada propostas por Bain (1956) e Stigler (1968), porque se configura como uma barreira endógena que se auto-reforça. Gilbert (1989) já havia notado que o valor da incumbência cria mecanismos de perpetuação baseados em assimetrias de informação. A condição necessária para crescer —...

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Sumário do artigo

  1. Método
  2. Base de Dados e Período
  3. Delimitação Setorial e Geográfica
  4. Classificação de Porte
  5. Índice de Barreira Estrutural (IBE)
  6. Resultados
  7. Estrutura Empresarial do Setor de Serviços
  8. Taxas de Crescimento por Porte
  9. Índice de Barreira Estrutural
  10. Gap de Transição
  11. Discussão
  12. O Paradoxo Confirmado pelos Dados
  13. Lock-in Institucional
  14. Diferenças Regionais
  15. Caminhos para Superar o Lock-in

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