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Integrare
Performance Marketing

Display Advertising

Formato de publicidade digital que útiliza elementos visuais -- banners, imagens, vídeos e rich media -- exibidos em sites, aplicativos e plataformas parceiras para promover marcas, produtos e serviços.

IP

Ivan Prizon

CEO & Estrategista Digital -- Integrare

5 min

O que é Display Advertising?

Display advertising -- ou publicidade display -- é a forma de publicidade digital que útiliza formatos visuais (imagens, animações, vídeos e elementos interativos) para comúnicar mensagens comerciais em sites, aplicativos e plataformas parceiras. É o equivalente digital do anúncio impresso em revistas ou do outdoor na rua: comúnica visualmente, interrompe o fluxo de conteúdo e busca capturar atenção através de elementos gráficos.

O display advertising é um dos formatos mais antigos da publicidade digital -- o primeiro banner na internet foi exibido em 1994 no site HotWired (precursor da Wired.com), anunciando a AT&T com a famosa pergunta "Have you ever clicked your mouse right HERE? You will." Desde então, o formato evoluiu enormemente em sofisticação, segmentação e mensuração, mas os princípios fundamentais permanecem: comúnicar visualmente, alcançar audiências em escala e construir presença de marca.

Formatos de Display Advertising

Banners Estáticos

Imagens fixas nos formatos padrão do IAB (Interactive Advertising Bureau). Os tamanhos mais comuns são: 300x250 (Medium Rectangle), 728x90 (Leaderboard), 160x600 (Wide Skyscraper) e 320x50 (Mobile Leaderboard). Formatos simples, leves e universalmente aceitos.

Banners Animados (HTML5)

Anúncios com movimento e interatividade criados em HTML5 (substituindo o Flash, descontinuado em 2020). Permitem animações, transições e até microinterações. O peso máximo recomendado é 150KB para garantir carregamento rápido.

Rich Media

Formatos interativos avançados que expandem, flutuam ou respondem à interação do usuário. Exemplos: expandable banners (que crescem ao passar o mouse), interstitials (tela inteira entre páginas) e floating ads. Geram maior engajamento mas podem ser intrusivos se mal implementados.

Responsive Display Ads

Formato do Google Ads onde o anunciante fornece assets (imagens, logotipos, títulos e descrições) e a plataforma combina automáticamente nos formatos e tamanhos mais adequados para cada posição disponível. É o formato padrão para campanhas na Rede de Display do Google (GDN).

Video Display

Anúncios em vídeo exibidos em posições de display (in-banner video, outstream video). Combinam o impacto visual do vídeo com o alcance da rede de display. Formatos curtos (6-15 segundos) performam melhor em posições display.

Rede de Display do Google (GDN)

A Google Display Network é a maior rede de display do mundo, alcançando mais de 90% dos usuários de internet globalmente através de mais de 2 milhões de sites, aplicativos e propriedades do Google (YouTube, Gmail, Google Discover). É o ponto de partida para a maioria dos anunciantes em display.

Opções de Segmentação no GDN

  • Segmentação contextual: exibir anúncios em páginas cujo conteúdo é relevante para o produto (anúncio de tênis de corrida em sites sobre maratona).
  • Segmentação por audiência: alcançar perfis específicos independentemente do site (in-market audiences, affinity audiences, custom segments).
  • Posicionamentos gerenciados: escolher manualmente os sites e aplicativos onde os anúncios serão exibidos.
  • Remarketing: reimpactar visitantes que já estiveram no site -- a aplicação mais eficaz de display para performance.
  • Públicos semelhantes: encontrar novos usuários com perfil similar aos clientes existentes.

Display para Awareness versus Performance

Display para Awareness

Campanhas de awareness usam display para maximizar alcance e frequência. As métricas primárias são impressões, alcance único, CPM e brand lift. O objetivo não é gerar cliques imediatos, mas construir familiaridade com a marca ao longo do tempo.

Display para Performance

Display para performance foca em conversões mensuráveis. O remarketing é a principal estratégia: reimpactar visitantes do site com anúncios personalizados baseados nos produtos ou páginas que visualizaram. Display de prospecção fria para performance geralmente tem resultados inferiores a search e social.

O Desafio da Cegueira de Banner

Banner blindness -- ou cegueira de banner -- é o fenômeno psicológico em que usuários ignoram automáticamente elementos que parecem publicidade. Estudos de eye-tracking demonstram que a maioria dos usuários desenvolve padrões de leitura que contornam posições típicas de banners.

Estratégias para combater a cegueira de banner:

  • Criativos diferenciados: sair dos templates genéricos e criar anúncios que se destaquem por design, não por intrusividade.
  • Formatos nativos: publicidade nativa integrada ao conteúdo contorna parcialmente a cegueira de banner.
  • Frequência controlada: limitar a quantidade de vezes que o mesmo anúncio é exibido ao mesmo usuário (frequency cap). 3-5 impressões por semana é geralmente o ponto ótimo.
  • Mensagem relevante: remarketing com produtos específicos que o usuário visualizou é mais difícil de ignorar que um banner genérico de marca.

Métricas de Display Advertising

  • Impressões: número de vezes que o anúncio foi exibido.
  • Viewability: percentual de impressões efetivamente visualizadas (padrão IAB: 50%+ dos pixels visíveis por 1+ segundo).
  • CPM: custo por mil impressões.
  • CTR: taxa de cliques. Benchmark de display: 0,05-0,10% (muito inferior a search).
  • CPC: custo por clique.
  • Conversões view-through: conversões que acontecem após o usuário ver (mas não clicar) o anúncio display.
  • Frequência: número médio de vezes que cada usuário viu o anúncio.

Aprofunde seu Conhecimento

Fontes e Referências Externas

Alerta de Buzzword

Por que esse termo virou moda e o que ele realmente significa

"Display advertising está morto" é um clichê que ressurge a cada ano e nunca se concretiza. O formato continua crescendo em investimento global justamente porque resolve um problema que search e social não resolvem: visibilidade de marca em escala na open web. O que morreu foi o display mal feito -- banners genéricos, sem segmentação, sem frequency cap e sem mensuração.

O equívoco mais comum é julgar display advertising pela taxa de cliques. Com CTR médio de 0,06%, o display parece ineficiente comparado a search (3-5%). Mas comparar CTR de display com CTR de search é como comparar a eficácia de um outdoor com a de um vendedor de porta em porta -- são funções diferentes no funil. Display constrói awareness; search captura intenção. Ambos são necessários.

Outro mito: "responsive display ads do Google são suficientes, não preciso de criativos profissionais". Os responsive ads funcionam, mas anúncios com design profissional e mensagem customizada para cada segmento consistentemente superam os responsivos automáticos em CTR e conversão. Automação não substitui criatividade.

Reality Check

O que funciona de verdade na prática do dia a dia

Segundo a Statista, o investimento global em display advertising superou US$ 250 bilhões em 2024, representando o maior segmento da publicidade digital à frente de search. A tendência é de crescimento contínuo, impulsionada por vídeo display e formatos programáticos.

Dados do Google indicam que a Rede de Display do Google (GDN) alcança mais de 90% dos usuários de internet em todo o mundo. No Brasil, o alcance é estimado em 85-90%, representando a maior rede de inventário display disponível para anunciantes.

Pesquisa da comScore sobre eficácia de display advertising demonstra que exposição a anúncios display aumenta a probabilidade de busca pela marca em 155% e a visitação direta ao site em 59%. Esse efeito halo é frequentemente subestimado porque não aparece nas métricas de último clique -- reforçando a importância de modelos de atribuição que considerem todo o funil.

Aplicação Prática

Como a Integrare implementa isso no seu negócio

Para empresas de Maringá e região, display advertising tem aplicações específicas de alto valor:

  1. Remarketing é prioridade absoluta: se a empresa tem tráfego no site (500+ visitantes/mês), remarketing display é a primeira campanha a implementar. Configure listas de remarketing segmentadas (visitantes de páginas de serviço, visitantes de página de preço, usuários que abandonaram formulário) e crie anúncios específicos para cada segmento.
  2. Awareness local com geotargeting: para negócios que atendem Maringá e região, campanhas de display com segmentação geográfica (raio de 50-80km) + segmentação contextual ou por audiência oferecem alcance local a custos acessíveis. CPMs para regiões fora dos grandes centros são significativamente menores.
  3. Frequency cap de 3-5 por semana: evite fadiga de anúncio limitando a frequência. Exibir o mesmo banner 20 vezes para a mesma pessoa não gera mais resultado -- gera irritação.
  4. Criativos com identidade forte: em display, o anúncio tem frações de segundo para comúnicar. Use a identidade visual da marca de forma consistente, mensagem clara em poucas palavras e um CTA visível. Evite poluição visual e excesso de informação.
  5. Meça conversões view-through: configure janelas de conversão view-through no GA4 e no Google Ads para capturar o impacto indireto do display. Muitas conversões acontecem dias após a exposição ao anúncio, sem clique direto.

Para orçamentos limitados (abaixo de R$ 3.000/mês em mídia), priorize search e remarketing display. Prospecção fria via display geralmente exige investimento maior para gerar volume significativo de resultados.

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Métrica de precificação publicitária que representa o custo para exibir um anúncio mil vezes. O CPM é o modelo padrão para campanhas de awareness e branding, onde o objetivo principal é alcance e visibilidade da marca.

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