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Integrare
Copywriting

AIDA (Modelo de Persuasão)

Também conhecido como: Modelo AIDA, Framework AIDA, Attention Interest Desire Action, Funil AIDA

Modelo clássico de comunicação persuasiva que descreve as quatro etapas cognitivas pelas quais um consumidor passa antes de tomar uma decisão: Atenção, Interesse, Desejo e Ação.

Origem e História do Modelo AIDA

O modelo AIDA foi desenvolvido por Elias St. Elmo Lewis em 1898, inicialmente como uma fórmula para vendedores de seguros. Lewis era um publicitário americano pioneiro que buscava sistematizar o processo de persuasão.

A primeira publicação conhecida foi em "The Inland Printer" (1898), onde Lewis escreveu:

"The mission of an advertisement is to attract a reader, so that he will look at the advertisement and start to read it; then to interest him, so that he will continue to read it; then to convince him, so that when he has read it he will believe it. If an advertisement contains these three qualities of success, it is a successful advertisement."

A quarta etapa (Action) foi adicionada posteriormente, consolidando o acrônimo AIDA que conhecemos hoje.

As Quatro Etapas do AIDA

A - Attention (Atenção)

Objetivo: Interromper o padrão e capturar a atenção do prospect em meio ao ruído informacional.

Base neurológica: O cérebro processa 11 milhões de bits por segundo, mas apenas 50 bits são conscientes. A atenção é um recurso escasso.

Técnicas para capturar atenção:

  • Contraste visual: Cores, tamanhos, espaço negativo
  • Movimento: Vídeos, GIFs, animações
  • Headlines impactantes: Números, perguntas, controvérsia
  • Pattern interrupt: Algo inesperado que quebra expectativas
  • Relevância imediata: Falar diretamente com a dor/desejo

Exemplos de headlines de atenção:

  • "Erro nº 1 que 93% dos empreendedores cometem"
  • "Como ganhei R$ 50.000 em 30 dias trabalhando 4h por dia"
  • "Você está perdendo dinheiro toda vez que..."

Tempo disponível: Você tem 2-3 segundos para capturar atenção em digital.

I - Interest (Interesse)

Objetivo: Manter o prospect engajado, fazendo-o investir tempo para saber mais.

Base psicológica: O interesse surge quando há lacuna de conhecimento (curiosity gap) — a diferença entre o que sabemos e o que queremos saber.

Técnicas para gerar interesse:

  • Promessa de valor: O que o leitor vai ganhar?
  • Curiosidade: Informação incompleta que demanda continuação
  • Identificação: "Isso é para mim"
  • Storytelling: Histórias prendem atenção naturalmente
  • Dados surpreendentes: Estatísticas que desafiam crenças

Exemplo:

"O que faria você conseguir dobrar suas vendas nos próximos 90 dias, trabalhando menos horas, sem contratar mais funcionários e sem aumentar seu investimento em marketing? Continue lendo para descobrir o método que já ajudou 500+ empresas..."

D - Desire (Desejo)

Objetivo: Transformar interesse racional em desejo emocional pela solução.

Base emocional: Decisões de compra são emocionais e justificadas racionalmente. O desejo vem do sistema límbico, não do córtex analítico.

Técnicas para criar desejo:

  • Benefícios sobre características: O que muda na vida do cliente?
  • Transformação: Before/After — como será a vida após a compra
  • Prova social: Outros como eu já conseguiram
  • Visualização: Ajude o prospect a imaginar usando o produto
  • Exclusividade: Nem todos podem ter isto

Fórmula FAB:

  • Feature (Característica): O que o produto tem
  • Advantage (Vantagem): O que a característica faz
  • Benefit (Benefício): Por que isso importa para o cliente

Exemplo FAB:

"Nosso software tem automação de e-mails (Feature), que envia follow-ups automaticamente enquanto você dorme (Advantage), para que você feche mais vendas sem trabalhar mais horas (Benefit)."

A - Action (Ação)

Objetivo: Converter desejo em comportamento concreto — a compra, o cadastro, o contato.

Base comportamental: A inércia é poderosa. Mesmo desejando algo, precisamos de um empurrão para agir.

Elementos de uma CTA eficaz:

  • Clareza: O que exatamente devo fazer? "Clique aqui" vs. "Baixe o guia gratuito"
  • Urgência: Por que agora? "Oferta por tempo limitado"
  • Redução de risco: "Garantia de 30 dias" / "Sem compromisso"
  • Facilidade: "Em apenas 2 minutos"
  • Visibilidade: Botão destacado, cores contrastantes

Tipos de CTA por temperatura:

Estágio CTA Apropriado Exemplo
Frio Baixo compromisso "Saiba mais", "Baixe grátis"
Morno Compromisso médio "Agende demo", "Teste grátis"
Quente Alta conversão "Compre agora", "Contrate hoje"

Extensões e Variações do AIDA

Ao longo dos anos, o AIDA foi expandido para modelos mais complexos:

Modelo Etapas Adição
AIDAS A-I-D-A-S Satisfaction (pós-venda)
AIDCAS A-I-D-C-A-S Conviction (antes da ação)
AIDMA A-I-D-M-A Memory (memorização)
AISAS A-I-S-A-S Search + Share (digital)

AIDA na Prática: Exemplos por Canal

Landing Page

[ATTENTION] Headline: "Como empresas B2B estão dobrando leads em 90 dias"
[INTEREST] Subheadline: "Sem aumentar investimento em ads ou contratar mais vendedores"
[DESIRE] Corpo: Benefícios, cases, depoimentos, garantia
[ACTION] CTA: "Quero dobrar meus leads - Agende demonstração gratuita"
            

E-mail de Vendas

[ATTENTION] Assunto: "O erro de R$ 50.000 que você está cometendo"
[INTEREST] Abertura: "João, você sabia que 73% das empresas perdem..."
[DESIRE] Corpo: História de cliente que resolveu o problema
[ACTION] CTA: "Clique aqui para agendar uma conversa de 15 minutos"
            

Anúncio de Vídeo

[ATTENTION] 0-3s: Hook visual impactante + frase provocativa
[INTEREST] 3-15s: Problema reconhecível + promessa de solução
[DESIRE] 15-45s: Demonstração + prova social + benefícios
[ACTION] 45-60s: Oferta + CTA + urgência
            

Críticas e Limitações do AIDA

  • Linearidade excessiva: A jornada real não é sempre sequencial
  • Foco em aquisição: Ignora retenção e advocacy
  • Modelo push: Menos adequado para inbound marketing
  • Simplificação: Decisões complexas têm mais variáveis

Apesar das críticas, AIDA permanece como framework fundamental para estruturar qualquer comunicação persuasiva.

Referências Bibliográficas

  • LEWIS, E. St. Elmo. Financial Advertising. Indianapolis: Levey Bros., 1908.
  • STRONG, E. K. The Psychology of Selling. New York: McGraw-Hill, 1925.
  • BARRY, T. E.; HOWARD, D. J. A Review and Critique of the Hierarchy of Effects in Advertising. International Journal of Advertising, v. 9, n. 2, 1990.
  • VAKRATSAS, D.; AMBLER, T. How Advertising Works: What Do We Really Know? Journal of Marketing, v. 63, n. 1, 1999.
  • KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. 15. ed. São Paulo: Pearson, 2016.

Alerta de Buzzword

Por que esse termo virou moda e o que ele realmente significa

"AIDA é ultrapassado, use o novo framework XYZ" é discurso de quem quer vender curso. O AIDA tem mais de 125 anos e continua relevante porque descreve como a mente humana processa decisões — isso não mudou.

Frameworks "novos" são variações do AIDA. Entenda o original profundamente antes de partir para derivações.

Reality Check

O que funciona de verdade na prática do dia a dia

O modelo AIDA foi proposto por Elias St. Elmo Lewis em 1898, tornando-se um dos frameworks mais duradouros da história do marketing.

Sua longevidade se deve à base em psicologia cognitiva:

  • Atenção: Filtro de relevância do cérebro (reticular activating system)
  • Interesse: Processamento no córtex pré-frontal
  • Desejo: Sistema límbico (emoções)
  • Ação: Córtex motor (decisão comportamental)

Segundo estudo da Marketing Science Institute, anúncios que seguem a estrutura AIDA têm 23% mais eficácia em gerar recall e intenção de compra.

Aplicação Prática

Como a Integrare implementa isso no seu negócio

Na Integrare, aplicamos AIDA em toda comunicação persuasiva:

  1. Landing Pages: Headline (A) → Subheadline (I) → Benefícios (D) → CTA (A)
  2. E-mail Marketing: Assunto (A) → Primeira linha (I) → Corpo (D) → Botão (A)
  3. Anúncios: Visual/Hook (A) → Copy (I/D) → CTA (A)
  4. Vídeos: 3 primeiros segundos (A) → Problema/Solução (I/D) → Chamada final (A)

Case Real: Reescrevemos e-mail de vendas de software seguindo AIDA rigoroso: Assunto com número específico (A), abertura com pergunta provocativa (I), história de transformação de cliente (D), oferta com garantia (A). Taxa de conversão subiu de 1,2% para 4,7%.

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