Software virou commodity. O que ainda tem valor?
Uma proposta de parceria expôs um problema estrutural do mercado de desenvolvimento: a capacidade de produzir software deixou de ser escassa. Este artigo aplica a teoria das barreiras à entrada para explicar a comoditização do código e mostrar onde o valor ainda pode ser capturado.
Esta semana, uma empresa de desenvolvimento procurou a Integrare com uma proposta de parceria comercial: nós indicaríamos clientes, eles executariam os projetos e a agência receberia comissão sobre o que fosse fechado. A conversa, em si, é trivial. Recebemos variações dela toda semana. O que a torna útil como objeto de análise é o que aconteceu quando fizemos a pergunta que qualquer parceiro racional faz antes de emprestar a própria marca a um terceiro: qual é o diferencial de vocês?
RESPOSTA RÁPIDA
O software virou commodity porque as ferramentas de desenvolvimento assistido por inteligência artificial derrubaram a barreira à entrada que protegia quem sabia programar. Capacidade que todos têm não diferencia ninguém: quando a barreira cai, a renda que ela sustentava se dissipa e o produto converge para precificação de commodity. O valor migrou para o que a IA não replica: a ideia, o conhecimento situado de mercado, a reputação verificável e a capacidade de formular problemas antes de especificar soluções.
As respostas vieram na ordem previsível. Primeiro, os atributos higiênicos: rapidez, personalização, atendimento consultivo, suporte próximo. Depois, a capacidade técnica: "entregamos com duas pessoas o que antes exigia uma equipe de duzentas". Por fim, a abstração: "não vendemos software, vendemos solução".
Nenhuma dessas respostas sobrevive a um teste simples: ela descreve algo que um concorrente não pode dizer, e provar, na mesma frase?
Rapidez e personalização são o básico de qualquer fornecedor sério: condições de permanência no mercado, não de preferência. Entregar muito com pouca gente deixou de ser proeza no momento em que ferramentas de codificação assistida por IA se tornaram acessíveis a qualquer desenvolvedor com cartão de crédito. E "vender solução, não software" é a frase mais reproduzida do mercado de tecnologia, o que, por definição, a desqualifica como diferencial.
O problema dessa empresa não é incompetência. É estrutural, e atinge uma parcela considerável do mercado de desenvolvimento neste momento: o ativo sobre o qual ela construiu o negócio, a capacidade de produzir software, perdeu a escassez que lhe dava valor.
Este artigo usa essa conversa como ponto de partida para responder três perguntas. Por que produzir software deixou de ser barreira à entrada? O que a inteligência artificial não comoditizou? E onde uma empresa de tecnologia ainda pode construir valor defensável?
1. Barreiras à entrada: o mecanismo que ficou invisível
Na teoria da organização industrial, barreiras à entrada são as condições que permitem a empresas estabelecidas sustentar retornos acima do normal sem atrair concorrência que os dissipe. A formulação clássica é de Joe Bain, em Barriers to New Competition (1956), e foi incorporada à análise estratégica por Michael Porter em Competitive Strategy (1980) e no modelo das cinco forças competitivas. Capital mínimo elevado, conhecimento técnico raro, economias de escala, acesso privilegiado a canais de distribuição: cada uma dessas condições funciona como um filtro que limita quem pode competir.
Já discutimos o arcabouço de Bain na análise do paradigma Estrutura, Conduta, Desempenho: a estrutura do mercado condiciona a conduta das empresas, e a conduta condiciona o desempenho. Barreira à entrada é a variável estrutural que explica por que alguns setores sustentam margens altas por décadas enquanto outros convergem para guerra de preço.
Durante quase quatro décadas, produzir software de qualidade foi uma barreira à entrada por si só. Exigia equipes grandes, conhecimento especializado escasso, ciclos longos de desenvolvimento e capital para sustentar tudo isso até a receita chegar. O quadro abaixo resume o estado de cada barreira clássica aplicada ao software:
| Barreira clássica (Bain, 1956) | Como protegia o software | Estado em 2026 |
|---|---|---|
| Capital mínimo elevado | Folha de pagamento de equipes grandes por ciclos longos | Comprimido por IA e infraestrutura de nuvem sob demanda |
| Conhecimento técnico raro | Programar bem era competência escassa | Difundido: assistentes de código elevam o piso de todos |
| Economias de escala | Custo fixo diluído em bases grandes de clientes | Parcialmente de pé: vale para infraestrutura e dados, não para código |
| Acesso a canais | Distribuição exigia força comercial e integradores | Nivelado por lojas de aplicativos e marketplaces; a descoberta segue cara |
As fortunas construídas no período anterior não nasceram da capacidade de escrever código em abstrato, mas de ter resolvido um problema enquanto a barreira existia. A Shopify é o exemplo citado na própria conversa que motivou este artigo. Tobias Lütke fundou a empresa em 2006, quando construir uma plataforma de e-commerce robusta exigia recursos que a esmagadora maioria dos potenciais entrantes não tinha. A barreira protegeu o tempo necessário para acumular os ativos que hoje a protegem: base instalada, ecossistema de aplicativos, dados, marca. A barreira técnica original caiu; as barreiras derivadas, construídas sob a proteção da primeira, permanecem.
A barreira protege quem entra antes dela cair. Referências empíricas da compressão: GitHub Research (2022), Stack Overflow (2024).
2. O colapso da barreira técnica
O que mudou entre 2023 e agora é mensurável. Em experimento controlado conduzido pelo GitHub, desenvolvedores com assistente de código completaram a mesma tarefa 55% mais rápido que o grupo de controle. A pesquisa anual do Stack Overflow de 2024 registrou que 76% dos desenvolvedores usavam ou planejavam usar ferramentas de IA no fluxo de trabalho. E o estudo do McKinsey Global Institute sobre IA generativa coloca a engenharia de software entre as funções com maior potencial de ganho de produtividade.
Os números variam conforme a metodologia, e parte do ganho medido em laboratório não se reproduz integralmente em produção. A direção, porém, é inequívoca: o custo e o tempo de produção de software foram comprimidos a uma fração do que eram. Um desenvolvedor solo entrega hoje o que exigia um time; um time pequeno entrega o que exigia uma estrutura corporativa.
Esquema conceitual de dissipação de renda após a queda de uma barreira à entrada (Bain, 1956).
Isso é verdade para a empresa que nos procurou. E é igualmente verdade para cada um dos seus concorrentes, atuais e futuros. Capacidade que todos têm não diferencia ninguém. Em termos econômicos: quando a barreira cai, a renda (rent) que ela sustentava se dissipa, e o produto converge para precificação de commodity. Analisamos o mesmo mecanismo, em outros mercados, no ensaio sobre diferenciação e competição por preço: sem diferenciação estrutural, resta competir pela margem.
A consequência prática é dura, mas precisa ser dita sem eufemismo: não há espaço para novas empresas capturarem valor relevante em software, per se, sem construir novas barreiras à entrada. Quem entra agora competindo em "fazer software bem feito" compete contra todo o mercado simultaneamente. E quando todos são seus concorrentes, seu produto não tem poder de precificação.
Um sintoma do mesmo processo aparece no ecossistema de ferramentas de IA para desenvolvimento: ciclos de hype e comportamento de manada são típicos de mercados em que a entrada ficou barata e a diferenciação, rara.
3. O que a IA não comoditizou
Se a execução técnica virou commodity, a pergunta relevante deixa de ser "o que sabemos fazer?" e passa a ser "o que temos que não pode ser copiado?". A literatura de capacidades dinâmicas oferece o critério. Para Teece, Pisano e Shuen (1997), ativos estratégicos são aqueles valiosos, raros e de difícil imitação.
"The competitive advantage of firms lies with its managerial and organizational processes, shaped by its (specific) asset position, and the paths available to it." Teece, Pisano e Shuen (1997, p. 518)
A dificuldade de imitação raramente está no artefato final, que pode ser replicado. Está no processo organizacional e no conhecimento tácito que o geram, como mostraram Nelson e Winter em An Evolutionary Theory of Economic Change (1982). Exploramos essa tradição teórica no artigo sobre economia evolucionária aplicada ao marketing.
Aplicado ao cenário atual, o critério aponta para uma resposta desconfortável para quem se define como "empresa de tecnologia". O que a IA não comoditizou não é raciocínio lógico: nisso ela já supera o operador médio. Nem "criatividade" no sentido vago do termo. É a ideia: a capacidade de identificar um padrão que ninguém identificou, um problema que ninguém formulou daquela maneira, uma combinação de necessidade e mercado que ainda não foi explorada.
A IA executa com competência crescente qualquer especificação que receba. Ela não decide o que vale a pena especificar. Essa decisão depende de conhecimento situado: do setor, do cliente, da geografia, da cadeia de valor. E esse conhecimento é, por natureza, distribuído de forma desigual e acumulado por experiência, não por treinamento de modelo.
3.1 Persistência com critério
Há um segundo ativo que a IA não possui, e que merece registro porque é sistematicamente subestimado nas discussões sobre diferencial: persistência com critério. A IA executa o que lhe é pedido; ela não absorve um fracasso, recalibra e insiste. Não tem nada em jogo.
A capacidade de apanhar do mercado e continuar é genuinamente humana e genuinamente escassa. Mas ela só funciona como ativo quando acoplada a julgamento: persistir no que está evidentemente fadado ao fracasso não é virtude, é custo afundado travestido de determinação. A combinação que diferencia, e que separa a minoria que constrói algo da maioria que desiste ou se obstina, é insistir naquilo que faz sentido para quem você é e para o problema que você escolheu, e abandonar sem apego tudo o mais.
Direção vem da ideia; permanência vem da persistência. Nenhuma das duas vem da ferramenta.
4. As novas barreiras serão de outra natureza
As novas barreiras à entrada, portanto, não serão técnicas. Quatro naturezas se destacam, cada uma com fundamento teórico próprio e mecanismo econômico identificável:
Informacional. Conhecimento proprietário sobre um nicho, uma vertical ou uma geografia reduz a incerteza do cliente de uma forma que o entrante genérico não consegue replicar. Stigler (1961) mostrou que informação tem custo de busca; quem já pagou esse custo, e o converteu em diagnóstico mais rápido e em menos erro, cobra por ele.
Relacional. Rotinas estabelecidas com clientes elevam o custo de troca, não por aprisionamento contratual, mas por capacidade acumulada de coordenação, no sentido que Williamson (1985) dá ao termo: ativos específicos da relação que se perdem quando a relação termina. O concorrente pode copiar o produto; não copia dois anos de ajuste fino entre duas organizações.
Reputacional. Histórico verificável funciona como sinal de qualidade em mercados onde a assimetria de informação é alta. E em software sob medida ela é altíssima: o comprador não consegue avaliar a qualidade antes de comprar e, com frequência, nem depois. É a estrutura do mercado de limões descrita por Akerlof (1970): sem sinalização crível, o preço médio despenca para todos.
De formulação. A capacidade de transformar um problema mal definido em uma especificação correta. Esse é o trabalho que antecede o código, e é nele que a margem migrou.
Repare que nenhuma dessas barreiras é construída escrevendo código. Todas são construídas no espaço entre a empresa e o mercado, exatamente o espaço onde operam os custos de transação descritos por Coase (1937): buscar, avaliar, negociar, confiar. O valor migrou da produção para a redução de incerteza. É a mesma conclusão a que chegamos, por outro caminho, ao tratar o marketing como infraestrutura de redução de custos de transação. E é coerente com o argumento de que o investimento que constrói ativo se comporta de forma diferente do gasto que apenas compra execução.
5. O teste que toda empresa deveria aplicar a si mesma
A conversa que abriu este artigo terminou sem que o interlocutor conseguisse completar uma frase: "o que só nós temos é ______". Não por falta de inteligência. Ele compreendeu o argumento e o admitiu. Mas a empresa foi construída sobre um ativo que deixou de ser escasso, e nenhuma reformulação de discurso resolve um problema de posicionamento estrutural.
"The essence of strategy is choosing what not to do." Porter (1996)
O teste é replicável, e recomendamos que qualquer empresa, de tecnologia ou não, o aplique periodicamente:
- Complete a frase "o que só nós temos é ______" sem usar atributos que um concorrente possa reivindicar na mesma frase: rapidez, qualidade, atendimento, personalização.
- Verifique se a resposta é demonstrável a um cliente cético, e não apenas declarável. Diferencial que não se prova é discurso de vendas, e o cliente já ouviu esse discurso de todos os seus concorrentes.
- Verifique se a resposta resistiria à entrada de um concorrente com acesso às mesmas ferramentas que você. Se a IA, ou qualquer entrante com IA, elimina seu diferencial, ele não era uma barreira. Era uma vantagem temporária em liquidação.
Empresas que não conseguem completar o teste não estão necessariamente condenadas no curto prazo; mercados levam tempo para dissipar rendas. Mas estão competindo em um leilão reverso de preço cujo desfecho é conhecido.
6. Síntese
A capacidade de produzir software perdeu a escassez. O valor não desapareceu: mudou de endereço. Saiu do código e foi para a ideia, para o conhecimento situado, para a reputação verificável e para a formulação de problemas. Barreiras à entrada continuam existindo e continuam decidindo quem captura valor; apenas deixaram de ser técnicas.
O mercado não pergunta de onde o lenhador tirou o machado. Importa apenas que ele consegue a lenha. Quando todos têm o mesmo machado, o que diferencia lenhadores é saber onde está a madeira que ninguém viu. E voltar à floresta no dia seguinte ao da tempestade.
Se a sua empresa não consegue completar a frase do teste, o problema raramente se resolve produzindo mais. Resolve-se reposicionando o que se produz. A Integrare aplica esse diagnóstico estrutural a empresas de tecnologia e de outros setores: solicitar diagnóstico.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que significa dizer que o software virou commodity?
Significa que a capacidade de produzir software deixou de ser escassa. Quando uma capacidade é acessível a todos os concorrentes pelo mesmo custo, ela deixa de sustentar preço acima do normal: o produto passa a ser comparado por preço, como qualquer insumo padronizado. A qualidade da execução continua importando, mas vira condição de permanência no mercado, não fonte de margem.
Por que as barreiras à entrada no desenvolvimento de software caíram?
Porque as ferramentas de desenvolvimento assistido por IA comprimiram as três condições que protegiam o setor: capital mínimo (equipes grandes por ciclos longos), conhecimento técnico raro (programar bem) e tempo de desenvolvimento. Experimentos como o do GitHub mediram ganhos de velocidade da ordem de 55% em tarefas controladas, e a adoção dessas ferramentas se tornou majoritária entre desenvolvedores segundo o Stack Overflow.
A IA eliminou o valor dos desenvolvedores?
Não. Eliminou o prêmio de escassez sobre a execução média. O desenvolvedor que apenas converte especificações em código compete agora com uma ferramenta de custo marginal baixo. O profissional que formula problemas, conhece o domínio do cliente e responde pela decisão técnica continua escasso, porque essas capacidades dependem de experiência acumulada, não de treinamento de modelo.
Quais barreiras à entrada uma empresa de software ainda pode construir?
Quatro naturezas principais: informacional (conhecimento proprietário de nicho, vertical ou geografia), relacional (rotinas de coordenação que elevam o custo de troca do cliente), reputacional (histórico verificável que funciona como sinal de qualidade sob assimetria de informação) e de formulação (transformar problemas mal definidos em especificações corretas). Nenhuma delas se constrói escrevendo código; todas se constroem na relação com o mercado.
Como saber se o diferencial da minha empresa é real?
Aplique o teste das três etapas: complete a frase "o que só nós temos é ______" sem atributos que um concorrente possa reivindicar; verifique se a resposta é demonstrável a um cliente cético, e não apenas declarável; e verifique se ela resistiria a um entrante com acesso às mesmas ferramentas que você. Se a resposta falha em qualquer etapa, o que existe é uma vantagem temporária, não uma barreira.
Ainda vale a pena criar uma empresa de software?
Vale, desde que o software seja o veículo de uma ideia, e não o produto em si. A oportunidade está em identificar um problema que ninguém formulou daquela maneira, em um mercado que você conhece melhor que os demais, e usar a queda do custo de produção a seu favor. Quem entra para "fazer software bem feito" compete contra todo o mercado ao mesmo tempo; quem entra com conhecimento situado compete em um espaço que escolheu.
Referências
Literatura acadêmica
- AKERLOF, G. A. The Market for "Lemons": Quality Uncertainty and the Market Mechanism. Quarterly Journal of Economics, v. 84, n. 3, p. 488-500, 1970. Disponível em: JSTOR.
- BAIN, J. S. Barriers to New Competition. Cambridge: Harvard University Press, 1956.
- COASE, R. H. The Nature of the Firm. Economica, v. 4, n. 16, p. 386-405, 1937. Disponível em: Wiley Online Library.
- NELSON, R. R.; WINTER, S. G. An Evolutionary Theory of Economic Change. Cambridge: Belknap Press, 1982.
- PORTER, M. E. Competitive Strategy: Techniques for Analyzing Industries and Competitors. New York: Free Press, 1980.
- PORTER, M. E. What Is Strategy? Harvard Business Review, v. 74, n. 6, p. 61-78, 1996. Disponível em: Harvard Business Review.
- PORTER, M. E. The Five Competitive Forces That Shape Strategy. Harvard Business Review, v. 86, n. 1, p. 78-93, 2008. Disponível em: Harvard Business Review.
- STIGLER, G. J. The Economics of Information. Journal of Political Economy, v. 69, n. 3, p. 213-225, 1961. Disponível em: JSTOR.
- TEECE, D. J.; PISANO, G.; SHUEN, A. Dynamic Capabilities and Strategic Management. Strategic Management Journal, v. 18, n. 7, p. 509-533, 1997. Disponível em: JSTOR.
- WILLIAMSON, O. E. The Economic Institutions of Capitalism. New York: Free Press, 1985. Perfil do autor no Prêmio Nobel de Economia (2009).
Dados de mercado e evidência empírica
- GITHUB. Research: Quantifying GitHub Copilot's Impact on Developer Productivity and Happiness. 2022.
- McKINSEY GLOBAL INSTITUTE. The Economic Potential of Generative AI: The Next Productivity Frontier. 2023.
- SHOPIFY. About Shopify.
- STACK OVERFLOW. Developer Survey 2024: AI. 2024.
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Sobre o autor
Ivan Prizon é CTO e cofundador da Agência Integrare. Mestre em Economia do Desenvolvimento pela UFSM. Foi servidor público no Estado do Paraná na Secretaria da Fazenda, Pesquisador na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e Professor universitário de economia na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Pesquisa marketing como infraestrutura de redução de custos de transação aplicada a empresas de médio porte no Brasil. LinkedIn.
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